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Florianópolis (SC)
Florianópolis é sol, mar,
tradição e história
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Florianópolis, a musa
de milhares de turistas atraídos não apenas pela história, mas também
pelos atributos naturais da Ilha de Santa Catarina, onde fica
localizada a maior parte da cidade.
Riqueza e fartura são
uma espécie de marca de Florianópolis quando o assunto é praia. Com
42, algumas selvagens, outras de beleza incomum e voltadas para o
turismo sofisticado e internacional, algumas de águas quentes e
calmas, outras agitadas e frias.
Entre as mais
conhecidas estão Canasvieiras, a mais internacionalizada, preferida
pelos argentinos e uruguaios. Ribeirão da Ilha, onde a herança
açoriana é vista nas casas, igrejas e rostos. Lagoa da Conceição, um
de seus mais reverenciados cartões postais. Joaquina, o palco do surfe
do centro sul brasileiro; e a badalada Jurerê, notável pelos esportes
náuticos e vida noturna.
Dos seus 424,4
km2, a Ilha de Santa Catarina reserva muito o que descobrir. A pé
pelas trilhas de mata fechada, a cavalo, de barco até comunidades
isoladas, e pelo céu, de asa-delta ou "paraglider". A paisagem nada
monótona revela uma diversidade que enobrece o território das 42
praias mais encantadoras da região sul. Tem planícies, dunas, lagoas,
mangues, montanhas, vegetação atlântica nativa. Além disso, na sua
vizinhança, existem outras 30 pequenas ilhas paradisíacas.
Florianópolis, que ocupa toda a Ilha de Santa
Catarina e mais um trecho do continente, guarda até hoje traços dos
colonizadores do século XVIII. Na arquitetura , na pesca, na
agricultura, na gastronomia e até no jeitão do seu povo. É uma terra
desenhada para exploradores dos mais variados interesses.
As trilhas mais selvagens estão no sul da ilha. As
três que levam à praia do Saquinho, partindo da praia da Solidão, da
Caieira da Barra do Sul ou de Naufragados, são íngremes e exigem um
certo fôlego, mas pagam o esforço ao revelar um pedaço imaculado da
Mata Atlântica ou, para quem sai da praia da Solidão, uma costa
magnificamente recortada e enfeitada de gaivotas. No Saquinho, a praia
em formato de concha é pouco habitada, uma casa aqui e outra acolá.
Uma das mais espetaculares praias desertas da ilha,
que os "habitués" fazem questão de manter no anonimato, é a Lagoinha
do Leste. Suas águas são um pouco agitadas e boas para o surf, sua
areia é fina e fofa, e tem pouco mais de um quilômetro de extensão. É
cercada por um morro e há uma lagoa perto da praia, com vegetação
farta, em cujas margens os campistas costumam armar suas barracas.
Pode-se chegar à Lagoinha do Leste a partir do Pântano do Sul, depois
de uma escalada de pouco mais de uma hora, ou pela trilha que sai da
praia da Armação percorrendo o que os ilhéus chamam de "costão", a
costa irregular formada por grandes pedras.
Entre Armação e Lagoinha fica a miúda praia de
Matadeiro, com apenas 200 metros, que tem ondas melhores para o surf
do que a agitada Joaquina, segundo muitos surfistas. Mas as trilhas
nativas não revelam apenas praias. A que sai um pouco ao sul do
centrinho do Ribeirão da Ilha, passa pela Lagoa do Peri e termina na
praia da Armação, oculta numa de suas vertentes o último engenho de
cangalha ativo de Florianópolis. Por uma estradinha intercalada por
meia dúzia de porteiras chega-se ao Engenho do Chico, na região
curiosamente denominada de Sertão do Ribeirão.
As nascentes brotam por toda parte, não faltam
pessegueiros e o pasto para o gado é de um verde que impressiona.
Enfim, nada se parece com o sertão de verdade. Há o engenho da farinha
movido a boi, que segundo a sabedoria dos antigos mói durante os meses
que não têm a letra "r" de maio a agosto . E há o alambique, que
produz por semana 500 litros da melhor cachaça da Ilha.
Seguindo a mesma trilha, a 8 km do Engenho do
Chico, está o Parque Municipal da Lagoa do Peri, a maior reserva de
água doce da Ilha de Santa Catarina, com 5 km2. O lugar é excelente
para pescas e caminhadas. Caminhar nas trilhas antigas exige cuidados
e muita atenção. Apesar do esforço, são garantidos o suor e o prazer
dos aventureiros.
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